Reinício das aulas e a saúde mental dos professores

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O ano letivo nas escolas públicas e privadas tem seu início no mês de janeiro no Ceará, e isso tem impactos nos estudantes, nas famílias, no trânsito, pela circulação nas proximidades das unidades escolares e entre os professores. O reinício tem um significado do novo, novos colegas de turma, de trabalho, novos espaços de convivência, novos conteúdos com suas respectivas habilidades e competências a serem aprendidas, mas, não se pode deixar de lado a consolidação ano a ano das antigas e “velhas” rotinas.

Quando janeiro chega, chegam as campanhas do “Janeiro Branco”, que denotam uma representação com os cuidados com a saúde mental e emocional. Está na escola não significa, apesar das novidades, que cada ano sugerem, mudanças em inúmeras rotinas de caráter profissional, corriqueiras, necessárias, que talvez não simbolizem qualidade na sua execução.

Em 2025, a Organização Mundial de Saúde (OMS), com ampla divulgação, indicou que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, destacando a ansiedade e a depressão, como os principais transtornos. No Brasil, foi divulgado, com um certo alarde, que foram registrados mais de 470 mil afastamentos em 2024, do trabalho, número maior de uma série de 10 anos, divulgação feita pelo Ministério da Previdência Social.

Com esses dados, alguns questionamentos surgem no que diz respeito à saúde mental dos professores da rede pública e privada no Ceará. Estariam os professores imunes a essa situação? As rotinas pedagógicas e obrigações funcionais não interferem na saúde mental dos professores?

Cada ano que se inicia, como disse, simboliza um novo significado, novos aprendizados e velhas rotinas que pouco são avaliadas e que possam impactar sobre a saúde mental dos professores. Elaboração de material didático, avaliações de aprendizagem e a utilização de inúmeros recursos computacionais e de tecnologias da informação podem representar um alívio, ou, um agravamento da saúde mental dos profissionais da educação.

Avaliar não só a aprendizagem, mas estimular as organizações públicas e privadas a avaliar, também, a instituição, as suas rotinas e ferramentas talvez seja um caminho para se compreender as dificuldades geradas pelo que se chama supostamente de “novo” ou mesmo “moderno”.

Prof. Dr. Jeimes Mazza Correia Lima
Docente do Curso de Pedagogia do Centro Universitário Ateneu.
Doutor em Educação Brasileira, mestre em Educação, especialista em Metodologias em Ensino de História e licenciado em História.

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