A preocupação sobre as juventudes se manifesta no aumento de investigações que abordam os “problemas que as afetam”: desemprego, pobreza, mortalidade por causas externas, exposição a violências, adoção de “condutas de risco”, entre outras. Para que se cumpra efetivamente o direito à educação, não basta garantir às novas gerações o acesso e a permanência na escola; é preciso assegurar-lhes aprendizagem significativa para enfrentar os desafios acadêmicos, profissionais e políticos do século XXI.
A escola é o mais acessado pelo jovem e se constitui como um local de sociabilidade e convivência entre diferentes, na qual são construídas e compartilhadas identidades, saberes e valores definidores na construção da cidadania e na vida em sociedade e, nesse sentido, tem potencial para ser um poderoso fator de proteção.
O momento histórico atual, repleto de profundas transformações sociais e tecnológicas, aponta para a necessidade de mudanças nos sistemas de ensino. O Relatório Delors, reflete a mudança de discurso educacional em resposta aos novos desafios e sugere um sistema de ensino fundado em quatro pilares: Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Ser, e Aprender a Conviver.
As transformações sociais e tecnológicas em todo o mundo têm moldado também o paradigma de capacidades necessárias ou pelo menos desejáveis para o sucesso educacional e no mercado de trabalho neste cenário globalizado e competitivo. A atenção voltada ao desenvolvimento e formação das competências socioemocionais reflete também na atenção dispensada à promoção de um clima escolar positivo, dada a intrínseca mútua causalidade dos dois aspectos, no desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes.
A elevação dos níveis de competências socioemocionais, como perseverança, autoestima e sociabilidade, pode beneficiar fortemente resultados relacionados à saúde e ao bem-estar subjetivo, assim como a redução de comportamentos antissociais. Já a consciência, sociabilidade e resiliência emocional estão entre as dimensões mais importantes das competências socioemocionais a influenciar o futuro da criança e do jovem.
Desse modo, as competências socioemocionais estão sendo amplamente reconhecidas entre as mais importantes, chamadas nos mais diversos contextos no mundo inteiro como “competências do século XXI”. Sendo a educação um dos principais meios de mobilidade dentro da sociedade, justifica-se, portanto, que mudanças sejam feitas dentro do sistema de ensino.
Profª. Ma. Daiana de Jesus Moreira
Docente do Curso de Psicologia do Centro Universitário Ateneu.
Doutoranda em Saúde Coletiva, mestra em Saúde Pública, especialista em Psicopedagogia e Educação Infantil, em Psicologia Hospitalar e da Saúde, em Gestão Educacional e Educação Especial e em Gestão em Saúde Mental e graduada em Psicologia.
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