A resposta é não. A Inteligência Artificial (IA) está transformando a Odontologia, mas as evidências científicas indicam que ela deve atuar como ferramenta de apoio ao cirurgião-dentista, e não como sua substituta. Em 2026, o maior desafio deixou de ser “se a IA será utilizada” e passou a ser “como utilizá-la de forma ética, segura e baseada em evidências”.
O crescimento dessa tecnologia é expressivo. Segundo a consultoria Grand View Research, o mercado global de Inteligência Artificial aplicada à saúde foi estimado em US$ 26,6 bilhões em 2024 e deverá apresentar uma taxa média de crescimento anual (CAGR) de aproximadamente 38,6% entre 2025 e 2030. Na Odontologia, a IA já auxilia na identificação de cáries, lesões periapicais, perdas ósseas periodontais, planejamento ortodôntico e implantodontia, além da interpretação de radiografias panorâmicas e tomografias computadorizadas.
Os avanços são sustentados por pesquisas robustas. Uma revisão publicada em 2025 no Journal of Dental Research demonstrou que algoritmos de aprendizado profundo apresentam elevada acurácia para detecção de alterações radiográficas quando treinados com bancos de imagens de alta qualidade. Entretanto, os próprios autores ressaltam que o desempenho desses sistemas depende da qualidade dos dados utilizados, do contexto clínico e da interpretação realizada pelo profissional responsável.
Na prática clínica, a IA reduz o tempo de análise de exames, aumenta a padronização dos diagnósticos e contribui para o planejamento terapêutico. No entanto, nenhuma tecnologia consegue substituir competências exclusivamente humanas, como empatia, comunicação, julgamento clínico, tomada de decisão diante de situações complexas e construção da confiança entre profissional e paciente.
Na minha opinião, a Inteligência Artificial representa uma das maiores oportunidades da Odontologia moderna. O profissional que dominar essas ferramentas terá melhores condições para oferecer diagnósticos mais precisos, otimizar o atendimento e acompanhar a rápida evolução tecnológica da profissão.
Por isso, torna-se cada vez mais importante escolher uma instituição de ensino superior com forte conexão com o mercado, como a UniAteneu, que invista em inovação, pesquisa e formação prática. Desenvolver competências em tecnologias digitais já não é um diferencial, mas uma necessidade para quem deseja atuar na Odontologia e construir uma carreira alinhada ao futuro da saúde.
Referências Bibliográficas
GRAND VIEW RESEARCH. Artificial Intelligence in Healthcare Market Size, Share & Trends Analysis Report. 2025.
SCHWENDICKE, F.; SAMEK, W.; KROIS, J. Artificial intelligence in dentistry: chances and challenges. Journal of Dental Research, Thousand Oaks, v. 99, n. 7, p. 769-774, 2020. DOI: https://doi.org/10.1177/0022034520915714.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Ethics and governance of artificial intelligence for health. Geneva: WHO, 2021.
Profª. Drª. Manoela Moraes de Figueirêdo
Coordenadora do Curso de Odontologia do Centro Universitário Ateneu.
Doutora e mestra em Odontologia, especialista em Radiologia, em Ortodontia e em Endodontia e graduada em Odontologia (CRO-CE 3322).
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