O que buscamos avaliar?

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A avaliação da aprendizagem tem passado por momentos e mudanças. No passado, a avaliação tinha um caráter punitivo e somativo, de produzir uma nota a qual mensuraria o nível de conhecimento do educando. Funcionava como um fim em si mesma, desconectada da realidade e do processo de ensino-aprendizagem, produzindo ansiedade, exclusão e, muitas vezes, desmotivação.

Quando falamos da educação de adultos, o conhecimento precisa fazer sentido para a realidade na qual estão inseridos, ou para a vivência que estão buscando durante a graduação. Dessa forma, o que buscamos avaliar dos nossos alunos? Se aprenderam o conteúdo e conseguem aplicá-lo em sua prática, transformando-o e tornando-o significativo, ou se aprenderam o conteúdo para responder a prova e, após o período de sua aplicação, este perder seu sentido?

O processo avaliativo requer planejamento, requer tempo. Como Luckesi (2011) reforça, o planejamento, sua execução e a avaliação compõem o ato pedagógico, uma vez que é a partir do planejamento que definimos aonde queremos chegar e como faremos para atingir os resultados.

Avaliar exige intencionalidade, coerência com os objetivos formativos e alinhamento com metodologias de ensino. Um processo avaliativo bem planejado permite acompanhar trajetórias de aprendizagem, identificar dificuldades, reorientar práticas pedagógicas e promover o desenvolvimento integral do estudante, além das competências tão discutidas e importantes atualmente.

Ressalta-se a compreensão de que avaliar não é apenas medir, mas cuidar do processo formativo. Planejar avaliações formativas, diversificadas e contínuas significa transformar a avaliação em instrumento de aprendizagem, e não de punição. E, enquanto docentes, precisamos estar atentos para as demandas dos alunos e revisitar esse processo avaliativo para realizar mudanças quando necessário.

Em síntese, é necessário superar modelos tradicionais e investir em práticas avaliativas mais dialógicas, reflexivas e inclusivas, como portfólios, autoavaliações, avaliações por pares, projetos integradores e processos formativos contínuos. Novas ideias e novas práticas avaliativas não são apenas inovações pedagógicas, são compromissos éticos com uma formação universitária crítica e socialmente responsável.

Profª. Marcella de Oliveira França
Docente do Curso de Psicologia do Centro Universitário Ateneu.
Especializanda em Especialização em Preceptoria Multiprofissional na Área da Saúde e em Clínica em Gestalt-Terapia, especialista em Residência Integrada em Saúde e graduada em Psicologia.

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