É possível a escalabilidade da inovação não comprometer a base de custeio organizacional?

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Não resta dúvidas que há muito se tem a ratificação que inovar é imprescindível para qualquer forma de atuação competitiva empresarial, seja uma organização de pequeno porte ou uma grande corporação de trânsito global, uma organização sem fins lucrativos ou uma entidade da administração pública. O dilema operante ancora-se no fato de como se dará essa forma de inovação, principalmente, quando se elenca a tríade: pessoas, processos e materiais (capital).

Faz-se necessário aqui pontuarmos de que inovar não se trata necessariamente de usar novas tecnologias (softwares/hardwares/IA…), inovar é fazer sim uso de uma nova forma de execução de uma tarefa (pode ser um processo de produção sim) com o intuito de mitigar custos ao longo do tempo planejado e incrementar sua efetividade produtiva.

O que muito se ver é que acontece falhas, gargalos e retrabalhos na modelagem dos processos por sofrerem com a ação das condições de competitividade que mudam com o tempo, e cada vez mais de forma aguda e rápida. O ontem muitas vezes não se utiliza mais de forma otimizada, e o amanhã já chegou e deve ser adaptado e implementado eficientemente fast.

O caminho da inovação sem comprometer de forma perene a saúde financeira da organização passa pelo alinhamento estratégico de cada empresa em particular, não existe padrão aqui a se guiar. Os mercados evoluem de forma linear, a demanda de forma matricial e não há uma “receita de bolo” que se aplique de forma eficiente para todos os desafios mercadológicos.

A escalabilidade da inovação tem seu ponto de inicialização, quando se modula uma prototipação estratégica baseada em seis pilares que conduzem a empresa, no alinhamento eficiente de sua alavancagem perante o seu mercado atuante. Esses seis pilares são:

  1. Missão bem definida: de forma clara, atendendo em sua essência o foco no crescimento organizacional inovador sustentável;
  2. Cadeia de valor: o ecossistema existente deve prever a sólida entrega de valor diante dos stalkeholders;
  3. Mindset inovador: a cultura empresarial deve ser ancorada numa filosofia inovadora em todos os níveis organizacionais;
  4. Utilização de ferramentas de gestão e KPIs: aplicação das ferramentas de gestão e KPIs centradas no desenvolvimento e aprimoramento da escalabilidade inovadora;
  5. Incentivo ininterrupto à pesquisa: os colaboradores devem possuir características de busca da melhoria constante, mitigação do desperdício e custos;
  6. Protocolo de premiação por resultados: o incentivo à busca de melhores resultados operacionais inovadores deve ser ancorado de premiações também inovadoras.

Todos esses seis pilares somente podem ser alcançados se a empresa estiver com uma equipe de colaboradores motivados para o êxito da inovação e escalabilidade de mercados. O pensar e agir diante dos colaboradores, como peça-chave desse processo, vai além do aprimoramento técnico, converge para as skills comportamentais, no seu zelo e condicionamento perene por parte da equipe de recursos humanos. A ética e valores profissionais também devem estar na linha de frente das empresas inovadoras.

Nunca é tarde para afirmar que o processo de desenvolvimento humano e profissional é uma reta infinita, e que o colaborador pilar efetivo da inovação de uma organização deve assentar-se de forma perene em sua lifelong learning, pois somente desta forma conseguirá fazer parte da escalabilidade inovadora eficiente e sustentável que tanto as organizações prospectam.

Prof. Me. José Célio Fialho
Docente do Curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Ateneu
Mestre em Tecnologias Emergentes em Educação, tem MBA em Logística e Análise em Comércio Exterior e MBA Corporativo em Formação Avançada de Consultores, especialista em Aperfeiçoamento em Docência na Educação Profissional e em Ensino a Distância e em Docência do Ensino Superior e graduado em Ciências Econômicas.

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